sexta-feira, 27 de março de 2015

Antibióticos III

Antibióticos
Historia:
  O médico e bacteriologista Alexandre Flemnig, após fazer uma pesquisa sobre estafilococos identificou o primeiro antibiótico, a penicilina. A descoberta de Flemning não despertou interesses inicialmente e não houve a preocupação de utilizá-las para fins terapêuticos em casos de infecção humana até a eclosão da segunda guerra mundial, em 1939. Em 1940, Sir Howard Fleorey e Ernest Chain retornaram as pesquisas de Femnig e conseguiram produzir a penicilina para fins terapêuticos em escala industrial, inaugurando uma nova era para medicina denominada a era dos antibióticos.
O que são?
  Antibiótico é o nome genérico dados as substâncias que tem capacidade de interagir com os microrganismos, matando-os ou inibindo seu metabolismo e/ou sua reprodução, permitindo ao sistema imunológico combate-los com melhor eficácia.
  O termo “antibiótico” tem sido usado mais restrito para indicar substancias que atingem a bactéria, embora possa ser utilizado no sentido mais amplo. Ele pode ser bactericida, quando tem efeito letal sobre os microrganismos ou bacteriostático, se interrompe sua reprodução ou inibe seu metabolismo.
    As primeiras substancias eram produzidas por fungos, como a penicilina. Atualmente são sintetizados ou alterados em laboratórios farmacêuticos e tem a capacidade de impedir ou dificultar a manutenção de um certo grupo de células vivas.
   Onde agem?
  Os principais pontos de ação dos antibióticos são: a inibição da síntese do peptideoglicano da parede celular bacteriana, lesão da membrana plasmática e intervenção na síntese de ácido nucleico e proteínas.
  -Inibição da síntese da parede celular: A parede celular da bactéria é formada por peptideoglicano.A penicilina e outros antibióticos impedem a síntese completa dele e consequentemente enfraquece a parede celular e a célula sofre a lise.
-Inibição da síntese proteica: A biossíntese de DNA ,RNA e proteínas envolve um número de reações bioquímicas complexas. Vários antibióticos realizam suas ações inibidoras interferindo com as diversas etapas de síntese proteica, como as tetraciclina e rifacimina.
-Danos a membrana plasmática :Vários antibióticos, especialmente os polipeptídios, promovem alterações na permeabilidade da membrana plasmática. As polimixinas rompem os fosfolipídios destruindo a característica normal de permeabilidade da membrana, deixando escapar sustâncias essenciais das células, causando morte celular.
   Esses antibióticos que atacam a membrana, possuem uma castia lateral de ácidos graxos, esses que, quando alcançam a membrana plasmática, mergulham em sua parte lipídica e a porção básica permanece na superfície.
  Essa intercalada de moléculas provoca uma desorganização, resultando na saída dos componentes celulares e morte da bactéria.
-Toxidade seletiva :Matar ou inibir o microrganismo sem afetar o hospedeiro. Esta toxidade se baseia nas diferenças entre a estrutura e a composição química das células procariontes e eucariontes.
Como os antibióticos agem?
  Algumas bactérias especificas produzem compostos químicos maléficos ao nosso organismo que debilitam ou danificam o nosso corpo. Com o objetivo de matar essas bactérias, o nosso sistema imunológico produz a inflamação. A solução encontrada é tomar antibióticos para matar as bactérias e acabar com a inflamação.
  O antibiótico é um veneno seletivo, ou seja, ele foi escolhido pois mata o microrganismo desejado sem afetar a célula. Cada tipo de antibiótico pode inibir a capacidade de uma bactéria de formar a sua parede celular ou de transformar glicose em energia. Quando isso ocorre a bactéria acaba morrendo ao invés de se reproduzir. Ao mesmo tempo que isso ocorre o antibiótico só age sobre a bactéria (seu mecanismo de construção), deixando a célula humana intacta.

Referencias:
- Brasil escola;
-Invivo.fiocruz.br
-saude.hsw.uol.com.br.


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